Expedição Transamazônica – Diário de Bordo 01/03/2011

 01/03/2011

 

Expedição Transamazônica 2011 - Trajeto percorrido de 466 Km - Paragominas/PA a Novo Repartimento/PA. Por Sandro Lemanski

 

Na interseção da BR 422 com a BR 230 efetivamente entramos na Rodovia Transamazônica, eram 07h15min quando o comboio da Expedição Transamazônica 2011 se enfileirou, e iniciamos o deslocamento dos aproximados 320 km até Altamira/PA – como choveu muito durante a noite não é necessário pressa em sair, as ladeiras molhadas ficam realmente lisas e invariavelmente alguns caminhões podem “atravessar” no caminho.

E conforme imaginamos! Logo na primeira ladeira já havia uma fila de caminhões, ônibus, carros e caminhonetes esperando a passagem de um caminhão que “secava” a ladeira patinando os pneus – a estrada era larga neste trecho, pedimos licença e fomos passando ao lado. Para nós uma euforia quase infantil encontrar tal situação logo nos primeiros metros do dia, “vamos brincar legal!!!” era o pensamento geral dos expedicionários, um sentimento que contrastava com a aflição e a “necessidade de chegar” dos passageiros dos ônibus, dos caminhoneiros e suas cargas.

Expedição Transamazônica 2011 - Caminhão “secando” a ladeira patinando os pneus, logo uma fila se formou. Por Sandro Lemanski

Neste trecho a BR 230, com exceção de algumas ladeiras, tem boa trafegabilidade e os serviços de terraplanagem que foram realizados nos últimos anos, e as obras em andamento previstas no PAC já dão uma configuração do que será a Rodovia Transamazônica quando pavimentada, enquanto isso não ocorrer é melhor ter cuidado – os trechos bem terraplanados dão confiança em pisar no acelerador, porém chovendo tudo fica muito escorregadio, exigindo atenção e braço firme dos pilotos. É necessário cuidado com erosões nos acostamentos e com os “facões” nas ladeiras.

Expedição Transamazônica 2011 - Caminhão Baú não consegue subir a ladeira, e deslizando de ré caiu no facão. Por Sandro Lemanski

Na Vila de Maracajá – Novo Repartimento/PA, completamos os primeiros quinhentos quilômetros da Expedição Transamazônica 2011, foi também onde iniciaram os problemas de avarias dos 4×4 – o primeiro piloto a ter problema foi o Denis com o Troller Traterra, que teve a quebra do trinco de fechamento capô, certamente pela trepidação sofrida no percurso, nada que um “elástico de moto” não resolvesse – paramos no posto BR Maracajá para comprar água e lanchar (uma linguicinha frita fantástica!!!), no jardim uma árvore com duas araras vermelhas interagem com os clientes. Mais alguns quilômetros e amarramos com arame o escapamento do Willys 62 DIFAMADO; na sequência pararam de funcionar o ar condicionado da Land 110 do Rafael e do Troller Piu Piu do Sales, o único carro que se manteve incólume foi o Fusca 4×4 da Tecnocarro.

Expedição Transamazônica 2011 - O primeiro Piloto a ter problema foi o Denis com a quebra do trinco do capô do Troller Traterra. Por Rafael Fernandes

Com o passar das horas, conseguimos vencer os obstáculos encontrados, o calor aumentou e a estrada foi secando a ponto de fazer poeira. Paramos às 11h45min em Pacajá/PA para almoçar na Churrascaria Pindorama – tradicional parada de caminhões e dos ônibus da Transbrasiliana, que funciona desde antes Pacajá ser município; lá recebemos a visita de um cidadão pilotando um híbrido de F75/L200 – não deu muito papo, acho que queria mesmo era ver de perto o Fusca 4×4 da Tecnocarro e mostrar sua obra.

Expedição Transamazônica 2011 - Em Pacajá/PA apareceu este híbrido de F75/L200, estranho, mas funcional!!! Por Sandro Lemanski

Eram 12h45min quando voltamos a rodar, ainda no asfalto encontramos uma outra boiada – devia ter umas duzentas cabeças no caminho, que proporcionaram um belo visual. Como o calor e a poeira incomodaram bastante – o esperado era chuva e lama, paramos para um banho de rio – o Sales deu banho até no Troller Piu Piu e a viagem transcorreu sem maiores dificuldades. Chegamos às 17h05min na travessia de balsa sobre o Rio Xingu em Belo Monte – Senador José Porfírio/PA – a beleza do lugar encanta e a força do Rio Xingu assusta, no ponto da travessia o rio chega a ter 180m de profundidade, um lugar que fascina e que instiga ficar mais tempo por lá.

Expedição Transamazônica 2011 - Travessia da balsa de Belo Monte, Rio Xingu beleza e força que encanta e assusta. Por Sandro Lemanski

Levamos pouco mais de trinta minutos entre a chegada no porto da balsa, a travessia e o desembarque na outra margem do Rio Xingu, passavam das 17h40min e o belo entardecer faz jus ao nome do lugar. As obras da BR 230 no trecho de Belo Monte – Altamira estão em andamento, com rebaixamento de morros, drenagem, e muita terraplanagem – os grandes trechos já asfaltados foram um alívio, livrando todos da poeira, principalmente os Zequinhas Mirins.

Chegamos a Altamira/PA às 19h50min e nos dirigimos direto para a orla da cidade, chamando a atenção de quem passeava no calçadão, principalmente o Fusca 4×4 da Tecnocarro. Jantamos na Peixaria Tucunaré – filhote na chapa e tucunaré na manteiga. A comida boa e o aprazível da orla recompuseram a energia gasta durante o dia.

19h50min chegada na orla de Altamira/PA - Era só alegria no Fusca 4x4 da Tecnocarro. Por Sandro Lemanski

Percorremos 322,8 km em 12h41min, sendo 03h59min parados e 08h42min em movimento, fazendo uma média total de 25,4 km/h e em movimento de 37,1 km/h – uma média boa considerando os trechos molhados e as ladeiras, sendo a redução do ‘tempo parado’ o desafio para o dia seguinte – percorremos até aqui 789,1 km.

Expedição Transamazônica 2011 - Histórico do dia, trecho de Novo Repartimento/PA a Altamira/PA - 322,8 km em 12h41min. Por Sandro Lemanski

Como é necessário verificar e consertar as avarias dos 4×4, programamos a saída para as 10h00min, com uma parada programada em Brasil Novo/PA – para visitar o Sítio do Edu e conhecer as cachoeiras e cavernas existentes ali… 

 

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Sobre Trilhando para onde o caminho levar... sandro José bentes lemanski. PERMITIDA A REPRODUÇÃO, DESDE QUE INFORMADA A FONTE.

Marido, Pai, Filho, Irmão, Tio, Amigo, Médico Veterinário Esp. Educação Ambiental. Amante da Natureza e do mundo 4x4 fora da estrada, trilhandopara onde o caminho levar, com respeito ao homem, peça central da natureza e este dependente dela. trilhandopara consolidar os laços da família... trilhandopara fazer e reunir os amigosdojipe... trilhandopara trabalhar, estudar, divertir, fazer o bem, cuidar de pessoas e do meio ambiente... trilhandopara simplesmente ser feliz... Ver todos os artigos de Trilhando para onde o caminho levar... sandro José bentes lemanski. PERMITIDA A REPRODUÇÃO, DESDE QUE INFORMADA A FONTE.

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